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OLIMPÍADAS DE MATEMÁTICA

Estudantes de Ipira e de Piratuba são medalha de ouro da OBMEP

08 Agosto 2018 07:41:00

Geferson Schreiner

A estudante Luíse Gauer Schulte, 15 anos, de Ipira, conquistou pela terceira vez consecutiva a medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), edição 2017. Já o aluno Guilherme Wunder, 15 anos, de Piratuba, conquistou seu primeiro ouro, depois de dois bronzes consecutivos.

A cerimônia de entrega das medalhas de ouro a 576 alunos aconteceu no centro de convenções Riocentro, no Rio de Janeiro, durante o Congresso Mundial de Matemáticos (ICM, do nome em inglês International Congress of Mathematicians), sediado pela primeira vez no Hemisfério Sul. 

A edição de 2017 teve a participação de 18,2 milhões de alunos de escolas públicas e privadas, de 99,6% dos municípios brasileiros. Eles participam de provas de diferentes níveis e vão avançando de fase, cada vez mais difíceis e exigentes do raciocínio matemático. "Precisamos estudar bastante e apostar em nosso sonho. Essa conquista é feita por nosso esforço e jamais esqueceremos", contou Luíse, que ainda lembrou que o evento é dominado pelos meninos, mas que a participação feminina aumenta a cada ano.

A matemática não é uma das matérias preferidas pelos alunos nas escolas segundo pesquisas do MEC. Mas isso não quer dizer que não existam aqueles alunos que preferem ela. "Eu comecei a gostar de matemática no 6º ano quando estudamos álgebra. Gosto muito de geometria, aritmética, báscara, entre outras. Esses são assunto básicos nas provas da Obmep", lembrou Wunder.

Paralelo ao evento da Obemep, aconteceu o Congresso Mundial dos Matemáticos. "Fiquei muito feliz por estar num lugar com os melhores matemáticos do mundo. Recebemos as medalhas do Ministro da Educação e das feras da matemática mundial. Estou orgulhoso e feliz", finalizou Guilherme.

Cerca de 60 alunos fazem parte PIC - Programa de Iniciação Científica - ministrado em Ipira e coordenado pela professora de matemática Clair Garcia, responsável pelo nível 2. "Temos três turmas funcionando com o objetivo de aprofundar o estudo da matemática e passar orientações sobre a olimpíada. É importante registrar que temos o maior número de medalhistas do Polo Chapecó, que agrega todo o oeste de Santa Catarina", disse a professora. "Temos vários alunos que conquistaram as medalhas de prata, bronze e menção honrosa. Muitos destes fazem parte do PIC e estão na disputa da edição de 2018", relata Clair. O PIC ainda conta com as professoras Márcia Schulte (nível 1) e Rosiane Nied (nível3).



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