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CORONAVÍRUS

Sem espetáculos, sem público e sem renda, Circo passa por dificuldade em Peritiba

Desde que a pandemia começou, os artistas não fizeram mais espetáculos e estão sem renda

Cristiano Mortari

Com a pandemia do Coronavírus a vida mudou. Quarentena, uso de máscaras, eventos e aglomerações proibidos, comércio e empresas fechados ou trabalhando com restrições. Mesmo com a flexibilização em alguns setores, que puderam voltar às atividades, muitos não têm a possibilidade de trabalhar. Circos, por exemplo, que dependem de público, estão parados. Em Peritiba, há um instalado há dois meses. É o Circo Família Pop Star, que está nesta situação, sem espetáculo, sem público e sem renda. Os responsáveis dizem que já estão passando por dificuldades, inclusive com a falta de alguns alimentos.

Desde que se instalou em Peritiba, na Rua do Comércio, o Circo conseguiu promover apenas três espetáculos. Assim que a pandemia começou as apresentações foram canceladas. "Nossa renda vem da bilheteria e sem poder fazer as apresentações, não temos recursos. Temos 28 pessoas que dependem do nosso Circo, incluindo crianças", conta o proprietário Cláudio Rodrigues Bombazar. "Já não estamos mais conseguindo pagar os salários dos artistas. Até fizemos uma live, mas não conseguimos muitos recursos", registra ele.

Bombazar também comenta que o Circo é responsável pelas refeições das famílias. Segundo ele, alguns alimentos já estão faltando. "A gente fornece o café da manhã, o almoço, um café da tarde e a janta. Mas não estamos mais conseguindo comprar tudo, carne, por exemplo, já não temos mais, e outros alimentos estão acabando. A situação é grave e o pior é que não há previsão para que a pandemia acabe, não temos previsão para voltar a trabalhar", lamenta.

O proprietário do Circo registra que a Prefeitura tem auxiliado com cestas básicas e pessoas da comunidade também têm ajudado com doações. "Recebemos sim algumas doações e pessoas têm se sensibilizado com a gente, principalmente com as crianças do Circo. Mas volto a comentar, a situação é preocupante, estamos vulneráveis e os alimentos estão acabando", enfatiza.

Cláudio também destaca que além da comida e salários, o Circo tem custos de manutenção, com veículos, combustível, figurino dos artistas, entre outros. Também pagam luz, água, alvarás e aluguel dos terrenos onde instalam a estrutura. "Aqui em Peritiba temos que agradecer a Prefeitura, que entende nossa situação e nos isentou do aluguel do terreno, custo da água e da energia. Também precisamos agradecer à Polícia, Bombeiros e demais órgãos que têm nos ajudado", lembra o proprietário.

Segundo Bombazar, o Circo está tentando o auxílio emergencial do Governo Federal, para os artistas. "Nem todos conseguem, muitos ficam em análise e não sabemos se vão conseguir se enquadrar ou não", conta ele.

Quem puder ajudar

Quem quiser fazer doações de alimentos ou dinheiro, pode procurar os secretários Leandro e Rodrigo, no próprio Circo. Uma nova live está sendo programada para o dia 30 deste mês, às 20h30, através de uma plataforma, chamada kickante, onde o público pode fazer doações em dinheiro. O espetáculo virtual poderá ser acessado no link www.kickante.com.br/campanhas/campanha-circo-pop-star. "Pedimos encarecidamente que o pessoal nos ajude. Nessa live, a pessoa pode fazer doação em dinheiro. O valor mínimo é de R$ 10,00. Precisamos muito destes recursos para manter nossas famílias. No momento, sem público, sem bilheteria, estamos vivendo de doações, então quem puder, por favor, nos ajude", solicita Cláudio Rodrigues.

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