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ARTIGO

Eleições 2020 e seus impactos, por Willian Máximo

Por Willian Máximo, professor e consultor
Foto: Arquivo pessoal

Participamos da maior eleição municipal da história. Vibro com esse movimento, pois é no município que a vida acontece. Os pleitos são como 'termômetros sociais' que medem a temperatura do lugar, do bairro, da nossa gente. Em geral, percebemos um avanço dos partidos de centro e direita no País, a maior abstenção em 20 anos, o impacto da pandemia em quem tentou se reeleger e os jovens líderes.

Mas, em especial, foi uma oportunidade de voltarmos os olhos para aquele cidadão que estendeu a mão para a cidade quando mais precisava, para revelações bem-vindas, algumas surpresas, bem como para candidatos pitorescos, invocados, calouros e ate? 'os mesmos de sempre'.

Acompanhamos de tudo nas redes, mas foi perceptível identificar que, sobretudo, trajetória conta muito. Essa e? a magia da democracia: a pluralidade e o exercício da vontade popular. Porém, redijo, para cumprimentar um outro elemento crucial na vida desses munícipes, quase sempre despercebidos pelos governos (estadual e federal) e que tem se reinventado com o advento das redes sociais: os veículos de comunicação do interior do Estado (jornais, rádios e sites informativos).

Cumprimentos à Adjori, por exemplo, que representa a maior rede de jornais impressos e online do Estado - circulando em praticamente todos os 295 municípios - bem como à Acaert, ACI e ADI, elos entre o poder público e as comunidades, porta-vozes da democracia.

Esses veículos saíram da zona de conforto e combateram de todo o jeito a desinformação: além de publicarem as tradicionais pesquisas de opinião, promoveram lives, estiveram ao vivo durante as apurações (enquanto os Tribunais tropeçavam na tecnologia; e isso acontece!), realizaram debates relevantes com especialistas, ouviram os anseios das comunidades, enfim, deram 'um banho' de cobertura', preenchendo, com legitimidade e credibilidade, lacunas importantes da democracia.

Foram inúmeros os desafios (por conta da pandemia), mas, igualmente, as oportunidades. Reitero: as pessoas moram, trabalham e vivem o dia a dia nos municípios. Boa parte da saúde, educação de base, transportes, saneamento e empreendedorismo acontece nas cidades.

Esses eleitos estarão na ponta - esperamos - enquanto alternativa (às vezes única) para o cidadão. Os municípios não podem ser lembrados apenas nas demais eleições. Temos muito a fazer pelos municípios catarinenses. Apenas 12 deles são responsáveis por metade do PIB. Os demais têm muito a oferecer e a crescer.

Enfim, não sou adepto a comparações, todavia, acredito que o cidadão sempre mande um recado nas urnas: aos que ficaram (reeleitos), quem sabe, uma oportunidade de melhoria; aos que não se elegeram, aprendizado; e aos que optaram pelo discurso agressivo, sinal de alerta. Em suma, exercitamos! Nossa jovem democracia, outra vez, com todos os desafios - voluntários, equipes, candidatos, eleitores e, sobretudo, veículos do interior - está de parabéns!




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