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SEGURANÇA PÚBLICA

Os espaços de diálogo são mais claros, mais regulares e mais transparentes, diz Araújo Gomes

Coronel da Polícia Militar avalia novo modelo de gestão da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Instituições têm tomado decisões de forma colegiada

RCN/ ADJORI

Desde o início da gestão de Carlos Moisés da Silva (PSL) à frente de Santa Catarina a Secretaria de Estado da Segurança Pública ganhou uma cara nova. Por decisão do governo, a pasta é comandada pelo Colegiado Superior de Segurança Pública e suprimiu a figura de um secretário. Em vez de ter um cargo de comando sobre as instituições de segurança do Estado, as próprias instituições estão tomando decisões de forma coletiva. 

No papel, o secretário de Segurança Pública é o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior. Mas, na prática, ele divide o comando com o delegado-geral da Polícia Civil Paulo Koerich, o diretor geral do Instituto Geral de Perícias (IGP) Giovani Eduardo Adriano, e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Edupércio Pratts. Assuntos burocráticos da Secretaria ficam a cargo do coronel do Corpo de Bombeiros Flávio Rogério Pereira Graff, que é secretário adjunto da pasta e diretor-geral do Colegiado.

"O novo modelo tem pelo menos três vantagens já percebidas, embora ele ainda esteja amadurecendo", diz Araújo Gomes. "A primeira delas é que o ambiente do Colegiado permite o amadurecimento em conjunto das ações que têm caráter interagências ou interinstitucional. Os espaços de diálogo são mais claros, mais regulares e mais transparentes."

"Segunda vantagem, é que são envolvidos nas decisões estratégicas os gestores máximos das instituições com o poder de votar, de realmente deliberar, fazendo com que toda a experiência acumulada - conhecimento das instituições, conhecimento do Estado - seja utilizada para tomar melhores decisões."

"O terceiro: como o Colegiado é composto pelos gestores máximos, as decisões estratégicas são implementadas com maior celeridade, fidelidade às decisões, porque, afinal, o encarregado de fazer isso acontecer nas corporações participou do amadurecimento e da tomada de decisão", afirma.

Pelo combinado, Araújo Gomes permanece como secretário até dezembro. Em um sistema de rodízio, o delegado-geral da Polícia Civil assume em 2020. Em 2021 é a vez do Corpo de Bombeiros e em 2022 assume o IGP.

"O modelo de Colegiado é um passo importante para aproximar, acelerar, e consolidar o processo de integração entre as instituições. O lançamento da plataforma Integra é um exemplo disso. Para que isso acontecesse, foi necessário que instituições que tradicionalmente manejaram os seus bancos de dados de maneira isolada, com eficiência e eficácia, mas dentro somente do âmbito da sua própria instituição, abrissem acesso ao banco de dados, permitissem a integração de fluxos, aceitassem a possibilidade de diferentes instituições de atuarem sobre o mesmo caso, e isso com certeza foi facilitado pela possibilidade de estarmos de forma regular e transparente reunidos e com poder de decisão."




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