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TURISMO

Com pandemia, cresceu turismo doméstico e com veículo próprio

Balanço da temporada de verão em Santa Catarina revela mudança no perfil e no comportamento do turista

Murici Balbinot/ RCN
Foto: Ricardo Wolffenbüttel/ Secom

Uma pesquisa estadual realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio/SC) mapeou o perfil e o comportamento do turista na temporada de verão 2021 no litoral catarinense e descobriu mudanças importantes em relação aos últimos anos. Cresceu o turismo de casais - em detrimento de famílias -, o de brasileiros e de catarinenses - em detrimento de estrangeiros -, e o uso de carro próprio - em detrimento de ônibus e avião.

O estudo mostra que a participação de estrangeiros em relação ao total de turistas no litoral de Santa Catarina caiu de 17,8% (2020) para 2,1% (2021). A queda atingiu principalmente os públicos argentino (17,8% do total para 0,2%) e uruguaio (1,6% para 0,1%). Por outro lado, cresceu o público brasileiro (de 82,2% do total para 97,9%). Houve avanço entre gaúchos (24,6% para 37,6%), catarinenses (18,4% para 23,2%) e paranaenses (17% para 19,6%). Caiu a participação de paulistas (13,7% para 9,7%).

Entre aqueles que vieram ao litoral durante o verão, 77,1% usaram veículo próprio - contra 63,9% do verão passado. O avanço do uso deste tipo de transporte resultou na queda de participação de turistas que chegaram ao Estado de avião (11,5% em 2020 para 8,6% em 2021) ou via ônibus e similares (18,3% para 9%).

Outro efeito da pandemia no turismo foi a queda do uso de imóveis alugados. A participação deste tipo de hospedagem encolheu de 33,4% para 25,1% do ano passado para cá. Por outro lado, subiu a participação de hotéis e pousadas (32% para 35,9%) e casa de parentes e amigos (16% para 23,1%).

Em relação ao perfil dos turistas, a pesquisa da Fecomércio/SC registrou a menor participação de idosos acima de 60 anos. No verão passado, esse público representava 8,2% do total. Agora, esse percentual foi de 4,9%. Além disso, caiu a fatia de famílias (59,9% para 55,4%) e de grupos de amigos (12,9% para 11,6%) para fazer crescer a fatia de casais (17,8% para 23,6%) e pessoas sozinhas (7,1% para 8,1%).

O estudo apontou ainda a avaliação dos empresários do setor de comércio e serviços sobre o movimento de clientes no verão. Devido ao período de incertezas, a avaliação da temporada como 'boa' ou 'muito boa' foi a pior em oito anos, com 30,3% das respostas, contra 50% do ano passado e 38,8% de 2019. A avaliação ruim (33,2%) e muito ruim (18,1%) foi a maior desde 2013. Além disso, os empresários apontaram um valor do ticket médio por setor na temporada de verão 2021 de R$ 273,30, pouco maior do que em 2020.

Os efeitos da temporada negativa resultaram em queda na contratação de funcionários para o período, tanto no comércio e serviços quanto no setor de hospedagem. Caiu o percentual de quem contratou temporários e, quem o fez, chamou menos trabalhadores do que em outras oportunidades.

Em relação à hospedagem, o número médio de dias de permanência em hotéis e pousadas caiu de 4,8 (2020) para 4 dias (2021). A taxa de ocupação de leitos, por consequência, também encolheu: passou de 79,2% para 52,6%.



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