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TURISMO

Crise econômica da Cia Hidromineral preocupa poder legislativo de Piratuba

Geferson Schreiner
Foto: Geferson Schreiner

As primeiras demissões de funcionários da Companhia Hidromineral, causados pela crise econômica que passa a empresa, ligaram o alerta do poder Legislativo de Piratuba. Durante a sessão do dia 13 de abril, eles questionaram a situação e cobraram providências da administração municipal.

"A gente passa na frente dos hotéis e não vê ninguém. Diversas lojas estão fechadas. E agora as demissões na Companhia Hidromineral", falou em tom de tristeza a vereadora Marli Buselato (MDB). "Os comentários de uma possível falência da Companhia Hidromineral estão na boca do povo. Até em cidades vizinhas já falam disso. Nós vereadores estamos sendo cobrados o tempo todo pela população, mas não temos poder de decisão sobre a gestão da empresa. O que a administração municipal está fazendo? A prefeitura é a maior acionista, então o prefeito precisa tomar providências".

Marli registrou que aqui em Piratuba só culpam a pandemia mas não tomam uma atitude. "Ouvimos falar de investimentos em Machadinho, em Marcelino Ramos, Itá, e olha que são atrativos que vão trazer muitos turistas depois da pandemia e nenhum desses balneários está quebrado! Porque? "

Sobre o emprego, Marli insiste que o problema não é apenas os dezesseis funcionários demitidos da empresa, mas também de hotéis e de lojas. "Quantas funcionários de hotéis já foram mandados embora? Quantos funcionários de lojas já foram demitidos? Está na hora de tomar atitude! Nós vereadores vamos apoiar os projetos, mas eles precisam existir. Que projetos temos para Piratuba hoje? "

O vereador Celso de Souza (MDB) relata que há muita desinformação e é necessário ter documentos em mãos para analisar a situação. "O problema está se arrastando e virando uma boal de neve. Meu pedido e gostaria do apoio dos colegas, é ter acesso aos documentos do início da pandemia, em março de 2020, até o momento atual, para a gente analisar o que de fato aconteceu, principalmente na questão financeira. A população está nos cobrando e as vezes nem sabemos o que falar. É bom a gente ter isso por escrito. A conversa que tivemos com o atual presidente deveria ter sido pública, para as pessoas saberem a realidade".

O vereador Evelazio Vieira (MDB) também cobrou transparência. "Precisamos conversar com o antigo diretor, o Jair Gomes, para saber o que aconteceu com a empresa. Temos vários fatos que precisam ser esclarecidos. Cito um: porque iniciaram uma construção e uma reforma num momento desnecessário? Culpar a pandemia é fácil! Não havia planejamento? Mandar alguns funcionários embora não vai resolver o problema".

O vereador Jonatan Spricigo (PSD) também acredita que com documentos em mãos é possível dar uma resposta as cobranças da população. "Precisamos acabar com o disque-disque. É bom termos em mãos documentos para gente entender as coisas e poder se posicionar".



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